Peru

O segundo dia tour em Cusco: Tipon, as ruínas pré incas, as paisagens e a igreja colonial

Em nosso segundo dia de tour em Cusco o nosso guia nos pegou de manhã no hotel e logo já pegamos a estrada rumo a Tipon, que seria nossa primeira parada do dia.

O tour pelo Valle Sur, incluiu Tipon, Pikillaqta, a Portada de Rumiqolqa, a Iglesia Colonial de Andahuaylillas e avistagem da Laguna de Huacarpay.

Para saber mais sobre o roteiro de nossa viagem para Lima e Cusco clique aqui e para saber sobre nossas hospedagens, etc, clique aqui.

De forma geral esse tour foi menos cansativo que o do dia anterior, talvez por já estarmos um pouco mais aclimatados com a altitude… Os passeios por Tipon e Pikillaqta incluíram um pouco mais de caminhada, mas nada intenso, mais passeios nas ruínas, em áreas planas. Especificamente em Tipon, pra quem vai com crianças pequenas é importante estar um pouco mais atento pois a maior parte do passeio é feito pelos típicos terraços incas, de forma que é importante dar a mão para as crianças para evitar acidentes.

 Os locais são bem abertos e tem poucas sombras, de forma que boné, protetor solar e muita agua são itens indispensáveis, até porque o sol nessas regiões de maior altitude maltrata bastante. Como as áreas são bem abertas também é mais frio, especialmente de manhã e no final da tarde.

A seguir apresento uma descrição de cada uma das atrações visitadas.

Tipon

 Saindo de Cusco, seguimos com nossa van até Tipon, num percurso de aproximadamente 30 minutos de estrada (22km), atravessando pequenos povoados. Ao longo do trajeto o guia foi nos contando o nome dos lugares e a sua atividade econômica. Isso foi uma coisa que me chamou atenção. Cada povoado tem uma atividade econômica típica, e a maioria das pessoas que moram ali se dedicam a ela. Tem povoado especializado em torresmo, e no trecho que a estrada atravessa o povoado é possível ver várias vendas e restaurantes com uma “caixa de vidro” na frente, cheia de torresmo… Outra trabalha com gesso e dá pra ver sacos de gesso em diversos lugares…. Outra trabalha com tecelagem… E assim por diante.

Chegamos em Tipon, “furamos” os Boletos Turísticos e iniciamos a visitação.

As ruínas de Tipon estão distribuídas por uma área bem ampla, que contem muitos dos típicos terraços incas, com escadas incas para acesso aos diferentes “andares”, canais de irrigação e algumas construções, que podem ter funcionado como moradias de algum nobre e outras de menor porte.

Os terraços de Tipon e o caminho de acesso a parte mais alta das ruinas

A vista que se tem da parte mais alta é muito bonita e pode-se observar perfeitamente a forma como os incas canalizavam a agua. Nosso guia aproveitou a oportunidade para explicar a reverencia que este povo tinha com esse elemento da natureza e as simbologias utilizadas para representar a fecundação da terra. Realmente incrível conhecer mais sobre essa cultura tão rica!

Sentimos uma paz incrível nesse lugar, com o som de águas e aquela vista! A primeira sensação realmente UAU na viagem a Cusco!

Após percorrermos boa parte do sitio e tirarmos muuuitas fotos retornamos até o estacionamento e pegamos o carro para seguirmos até a nossa próxima atração do dia, localizada uns 10km depois. No caminho, próximo a Pikillaqta, paramos na estrada em um ponto onde era possível observar do alto a Laguna de Huacarpay.

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Laguna Huacarpay

 

Pikillaqta

Pikillaqta é a ruína de uma cidade construída pela civilização Wari, que viveu na região antes dos incas. Na entrada da muralha que circunda a cidade tem uma portaria onde apresentamos, ainda do carro, os Boletos Turísticos. Após estacionarmos, e ainda na entrada das ruínas, nosso guia fez a primeira parada para começar as explicações. Alias, esse é um ponto a comentar. Nosso guia Rafael tinha uma estratégia que gostamos muito. Na entrada de cada atração ele encontrava um local mais tranquilo, de preferência com sombra e um lugar onde fosse possível sentar (ao menos as crianças) e fazia uma explicação geral da atração. Posteriormente, ao longo do passeio fazia outras “pausas estratégicas” , quase sempre onde fosse possível sentar, e fazia outras explicações, sempre usando umas folhas avulsas com gravuras e esquemas que ilustravam as explicações e que ele guardava em uma pasta daquelas com plásticos. Achei uma estratégia excelente e bem didática!

Ruinas de Pikillaqta, construída pelo povo Wari

Após essa primeira explicação do Rafael entramos nas ruínas, passando por entre restos de paredes de residências e fomos seguindo “cidade adentro” observando as construções, feitas com pedras unidas por adobe, diferente das típicas construções incas que não contam com nenhum tipo de argamassa. Ao longo da cidade é possível identificar “ruas” e paredes bem altas, que os arqueólogos acreditam serem de casas com 2 a 3 andares. Escavações arqueológicas recentes inclusive descobriram que, ao que tudo indica, as paredes eram revestidas de adobe, e recebiam por cima, nas paredes e no chão, uma camada de gesso! Fiquei imaginando uma cidade branquinha, a la Grécia no meio dos Andes Peruanos! Vale falar que acredita-se que Pikillaqta foi habitada pelos Wari entre os anos 300 e 600 d.C.

Olhando-se para ambos os lados é possível ver ruínas da cidade por uma área bem ampla, e foram encontradas também ruinas de um aqueduto que levava a agua ate a cidade. É realmente incrível imaginar que tudo isso foi construído com ferramentas rudimentares e força humana! Aparentemente a cidade foi utilizada também por incas durante o auge dessa civilização.

Após finalizarmos a visita voltamos para o carro e seguimos menos de 5 minutos até nossa próxima parada.

Portada de Rumiqolqa

Segundo os arqueólogos a Portada de Rumiqolqa é uma Puca Pucara, ou posto de controle inca, que provavelmente funcionava para controle da entrada e saída de Cusco. É composta por um muro alto , bastante largo, composto por pedras, em forma de portada realmente. É uma construção que impressiona pelo porte e pela engenharia de construção, reunindo diversos itens típicos das construções incas: angulação das paredes e “portas”, blocos de rochas bem cortados, polidos e encaixados sem argamassa. Realmente incrível!

De Rumiqolqa pegamos novamente o carro e seguimos em direção a Andahuaylillas, por pouco menos que 10km.

Neste ponto não tinha ninguém para furar o Boleto ou cobrando entrada.

Andahuaylillas

Esse pequeno povoado, com nome quase impossível de pronunciar (algo como “andauaiiiias” :o), tem na sua área uma igreja colonial construída no Século XVI, provavelmente em uma área que era ocupada por uma cidade inca. Como chegamos no povoado já logo após meio dia decidimos almoçar primeiro, e visitar a igreja depois.

Por indicação do guia fomos a um pequeno restaurante local, chamado Chiry Qoncha, que serve menu del dia, com sopa, o prato principal e sobremesa. Após o almoço seguimos andando até a praça localizada em frente a igreja, onde paramos a van. Na praça existem diversas barracas vendendo artesanatos.

A entrada na igreja é paga (não está incluída no Boleto Turístico) e comprando os ingressos ganhamos um CD com fotos e informações sobre a historia do local. A Iglesia de San Pedro Apóstolo de Andahuaylillas, é bonita por fora, mas é por dentro que está guardada sua “riqueza”, nas paredes, imagens e teto! Para apreciadores de arte, historia e/ou igrejas é uma maravilha!!! Realmente obras muito bonitas, e que mesclam imagens e símbolos católicos com símbolos incas. Muito interessante!!! A arquitetura nos lembrou um pouco a das igrejas de Ouro Preto e Tiradentes, com muitos detalhes em ouro e muitos itens de arte barroca.

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Iglesia de San Pedro Apóstolo de Andahuylillas

 

Após finalizarmos a visita retornamos a Cusco, passando novamente pelos diversos povoados, com sacos de gesso, “aquarios” de torresmo, até chegarmos em Cusco, aproximadamente uma hora depois.

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