Peru

Terceiro Dia de Tour em Cusco: os terraços circulares de Moray, as Salineras de Maras e o povoado têxtil de Chinchero

Nosso terceiro dia de tour a partir de Cusco começou como os demais, com o Rafael, nosso guia, nos pegando de manhã no hotel.

Para saber mais sobre o roteiro de nossa viagem para Lima e Cusco clique aqui e para saber sobre nossas hospedagens, etc, clique aqui.

Saímos de Cusco rumo ao nosso primeiro destino do dia, Moray. O tour incluiu ainda as Salineras de Maras, uma vista das ruínas de Chinchero (optamos por não entrar) e uma demonstração da produção de tecidos em Chinchero.

Esse tour já incluiu mais tempo na estrada do que nos dias anteriores, já que Moray e Maras ficam um pouco mais longe de Cusco. Só almoçamos no retorno pra Cusco, e creio que teria sido melhor termos tido uma pausa pro almoço antes da visita em Chinchero.

Se por um lado tivemos deslocamentos mais longos, por outro tivemos oportunidade de ver as lindas paisagens da região! No período de chuvas, quando viajamos, o céu estava quase sempre nublado, mas em compensação o chão estava bem verde! Essa época é exatamente a época de cultivo e os campos ao longo das estradas estavam todos plantados, e era possível ver diversos tipos de plantações: milho, aveia, cevada, quinoa, batatas, batatas, batatas. As plantas estavam florindo, com flores miúdas, que formavam vistas coloridas, parte com florezinhas brancas, parte roxa, parte amarela… Realmente me encantei!

Paisagem dos cultivos na estrada entre Cusco e as ruinas incas de Moray

As crianças aproveitaram os deslocamentos para dormir, descansando do passeio anterior. Na pausa que fizemos no mirante pra ver as ruínas de Chinchero, após Moray e Maras, nem quiseram descer do carro. Mas voltaram com ânimo total na demonstração de produção de tecidos em Chinchero. O nosso guia não incluiu no tour a visita a ruína inca de Chinchero, apenas a vista panorâmica a partir de um mirante. Segundo ele a maioria dos turistas já estão cansados e não querem fazer. Pra nós essa escolha foi acertada! Teria sido bem cansativo pras crianças e pra nós.

O ingresso de Moray está incluídos no Boleto Turístico (não esqueça de deixá-lo sempre na mochila!). As duas atrações, Moray e Maras tem banheiro na entrada e em Maras tem também uma feirinha de artesanato e lanchonete.

Em toda a viagem na região de Cusco-Machu Picchu apenas os banheiros de Maras e Machu Picchu tinham papel higiênico disponível! Não deixe de andar com o seu na mochila! Viajando com crianças sempre tenho lenços umedecidos, lenço de papel e daqueles protetores plásticos pra vaso.

Moray

De Cusco, seguimos para as ruínas incas de Moray, aproximadamente 50km de distância, que fizemos em torno de 1 hora de viagem. A primeira parte do deslocamento foi por uma estrada asfaltada e bem movimentada. Depois entramos em uma estrada secundaria, de terra, e que atravessava áreas de plantio, muito bonitas, com plantações nos dois lados da estrada. Durante todo o caminho era possível ver a cadeia de montanhas dos Andes a frente, imponentes, como um paredão. Em alguns lugares, quando as nuvens permitiam dava pra ver os “nevados”, áreas de neve no topo das montanhas mais altas. Realmente o caminho é muitíssimo bonito!!!

Chegamos em Moray, estacionamos, apresentamos os Boletos Turísticos e entramos. Segundo nosso guia a maioria das excursões saem de Cusco, vão a Maras e depois a Moray, e fizemos o caminho contrario, exatamente pra pegar menos movimento por lá. Realmente quando chegamos tinha apenas carros estacionados e as poucos, ao longo de nossa visita foram chegando os ônibus. Quando saímos já tinha vários ônibus estacionados e muitos outros chegando. Ou seja, a técnica dele funcionou muito bem, e indo pra lá direto tivemos uma visita mais tranquila.

O caminho por Moray é praticamente todo por cima dos famosos terraços concêntricos, de forma que os vemos de cima. A maior parte do caminho tem uma barreira construída de madeira, tipo grade, mas ela é bem vazada, então é importante ficar atento com crianças já que a área tem muitos barrancos altos. A área toda é bem aberta e não conta com sombras, então chapéu, protetor solar e água são indispensáveis, além de um casaco pra dias com vento ou para os o horários mais cedo ou de fim de tarde.

Portal de entrada, caminhos para visitação e vistas das ruinas incas de Moray

Ao longo do caminho visitamos 3 dos círculos de terraços incas, que, ao que tudo indica funcionavam como áreas agrícolas experimentais. A visita é feita apenas pela volta deles e não é permitido descer os “degraus” (terraços).

Os terraços circulares das ruinas incas de Moray

Quando finalizamos a visita, usamos os banheiros, retornamos para a van e seguimos a estrada até as Salineras de Maras.

Salineras de Maras

De Moray até as Salineras de Maras seguimos por uma estrada de terra, em um percurso de pouco menos de 30 minutos (12km). As Salineras ficam no povoado de Maras que funcionou, após a chegada dos espanhóis, como um dos povoados onde o povo inca ficou concentrado, meio “isolado” da população espanhola. Na travessia do povoado é possível ver muitas ruínas de construções com arquitetura típica inca e outras casas mais recentes sobre “bases incas”, como é comum ver em diversos locais daquela região.

Um pouco antes de chegarmos as Salineras paramos em um mirante que permite ter uma vista mais ampla das Salineras, com todas as “poças” de extração de sal. São quase 4000 poças, manejadas pelas famílias locais.

Na chegada pagamos o ingresso, que não está incluído no Boleto Turístico (não anotei o preço, mas era baratinho, em torno de 10 soles para adultos), estacionados, e entramos. O estacionamento fica em uma área mais alta e é necessário ir descendo por um caminho de pedestres, ladeado por banquinhas que vendem sal, artesanato, sal, mais artesanato, mais sal… Sal de todo tipo: rosa, branco, flor de sal, sal fino e sal grosso, sal com diferentes temperos, em saquinhos pequenos, médios ou grandes, e dentro de saquinhos de tecidos peruanos… Mas vendem também umas bananas chips (fatiadas fininhas e secas), simplesmente deliciosas!!! Só provei as doces, e amamos! Eu e o Francisco, que é meu parceiros provando comidas, comemos dois pacotinhos em um piscar de olhos! Dica maravilhosa da Aline do Blog Vem que te Conto!

Como visitamos as Salineras no período chuvoso as poças não estavam na época de extração de sal, e por isso não estavam tão branquinhas como em algumas fotos que vi antes de irmos. O guia nos explicou todo o processo de extração de sal, mostrou a “fonte” de água salgada que vem de dentro da montanha e abastece as poças… O processo é bem interessante e as crianças adoraram por a mão na agua e sentir o sal após a agua secar, e claro que quiseram conferir se a agua era salgada mesmo!

Salineras de Mara

Na saída aproveitamos pra comprar um pouco de sal de lembrança pra algumas pessoas e pra comprar as maravilhosas bananas chips, que citei!

Fomos novamente para o estacionamento, e seguimos de carro até nossa próxima parada do dia, Chinchero.

Chinchero

De Maras até Chinchero seguimos por aproximadamente meia hora (30km), na maior parte por estrada asfaltada. Atravessamos o povoado de Chinchero, conhecido pela tradição de produção dos tecidos artesanais peruanos, e fomos até uma parte mais alta, que permitia ter uma boa vista das ruínas incas de Chinchero. As crianças não quiseram descer do carro, mas eu e o Fernando descemos e o Rafael nos passou um panorama geral do que era essa ruína, suas construções e um pouco de sua historia, especialmente da época em que funcionou como um foco de resistência dos incas na invasão espanhola.

Vista de cima das ruinas incas de Chinchero

Em seguida estacionamos o carro ali ao lado e entramos, agora com as crianças junto, em uma das “cooperativas” de tecelãs de Chinchero. Na entrada tinha um jardim, com algumas alpacas, e um “viveiro” com vários cuis (porquinhos da índia) que já levantaram o ânimo das crianças. Logo após essa parte da entrada chegamos em um grande pátio, cercado por banquinhas de produtos de tecidos, e com algumas “salas” de adobe. Fomos recebidos por duas peruanas sorridentes , vestidas com as roupas típicas, que nos levaram até uma das salinhas, que tinha alguns bancos e uma mesa com vários potes, e mais algumas coisas. Nos acomodamos e logo elas começaram a explicar todo o processo de produção dos tecidos, desde a extração da lã, tingimento com “tintas naturais”, forma de fazer os fios, e produção dos tecidos nos teares manuais. Todos nós gostamos muito, mas as crianças ficaram simplesmente encantadas com toda a demonstração! Principalmente com a origem das tintas em tons vermelhos, a partir da cochinilla, um fungo que se desenvolve nos cactos. Eles passaram o resto da viagem olhando em todos os cactos do caminho se tinha cochinilla! Rsrsrs Explicaram também que toda essa tradição é passada de mãe para filha por muitas gerações, e cantaram uma música em quechua, o idioma inca, que ainda é muito falado na região de Cusco.

Após a demonstração as peruanas nos levaram para ver os produtos nas bancas delas. Os trabalhos são lindos, mas achei mais caro do que nas lojas de Cusco. Acabei comprando dois cachecóis, que eram as peças mais baratas, mais pra ajudar após toda a atenção delas na demonstração. Na nossa saída as peruanas nos chamaram, e paramentaram toda a família com vestimentas peruanas e pediram a máquina pra fotografar. Mais uma foto a coleção de “fotos jacus” da família Ninho de Jiripoca!

Demonstração de produção de tecidos em Chinchero

Dali seguimos para Cusco, por mais uns 45 minutos (30km), já bem cansados, e mortos de fome! O Rafael nos deixou na praça de Cusco, onde almoçamos, mais uma vez no Restaurante Calle del Médio, e retornamos pro hotel pra descansar e arrumar as malas para seguirmos rumo a Ollantaytambo no dia seguinte.

3 thoughts on “Terceiro Dia de Tour em Cusco: os terraços circulares de Moray, as Salineras de Maras e o povoado têxtil de Chinchero”

  1. Delícia de viagem! Estivemos por aí em 2014 com nossos dois meninos. Gostamos muito de Ollantaytambo, onde passamos o Natal. Lima foi uma ótima surpresa pela comida, a acolhida, a cultura… Fomos duas vezes no Parque de La Reserva 🙂

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