Peru

Primeiro dia em Cusco: as primeiras impressões e a adaptação a altitude

Em nosso quinto dia no Peru saímos em um vôo da Avianca, de Lima com destino a Cusco, de manhã cedo. Como o vôo atrasou quase 2h chegamos um pouco antes de 11h em Cusco.

Para saber mais sobre o roteiro de nossa viagem para Lima e Cusco clique aqui e para saber sobre nossas hospedagens, etc, clique aqui.

Em função de tudo que li sobre o mal de altitude e a importância de descansar no primeiro dia para aclimatar o corpo, não previ nenhuma atividade em Cusco nesse dia… Só aclimatação mesmo…

Abre parênteses 1…

Preocupados com a possibilidade de sofrermos com o mal de altitude, ou soroche, pesquisei e li tudo que encontrei sobre o assunto… Consultei a pediatra das crianças e ela desaconselhou darmos a Soroche Pills pras crianças em função da alta dosagem dos compostos… Mas como nós, adultos, podíamos tomar e vimos indicações pra tomar 24h antes da exposição a altitude compramos os comprimidos em Lima e começamos a tomar, de 8 em 8h, em dia antes do embarque pra Cusco (ainda em Lima). Sinceramente, fiquei em dúvida se deveria tomar, já que as crianças não podiam, mas acabei concluindo que, caso eles passassem mal, era melhor que eu estivesse bem… Isso acalmou um pouco minha culpa materna… Ressalto que antes de tomar é importante consultar seu médico, já que existem pessoas sensíveis a compostos do medicamento.

Fecha parêntesis 1…

Felizmente, apesar do atraso nosso transfer, oferecido pelo hotel Costa del Sol Ramada estava nos esperando no saguão, e logo seguimos pro hotel.

Fizemos o checkin, eu e o Fernando tomamos um chá de coca na recepção, e felizmente o quarto ja estava pronto e decidimos descansar um pouco. Antes de subir fui até a farmácia que fica em frente ao hotel e já comprei duas bombinhas de oxigênio para emergência e balinhas de coca pras crianças.

Abre parênteses 2… 

Nossos filhos estão naquela fase em que odeiam dormir de dia… Dizem que isso é coisa de bebê… (Um dia vão se arrepender disso… Rsrsrs). Mas, por isso, ja os preparei, dizendo que como Cusco é muito alta, tem pouco oxigênio e por isso era muito importante descansar pra não passar mal.

Não sei bem se em função da minha “lavagem cerebral”, por termos acordado bem cedo para irmos ao aeroporto, ou já com o efeito da altitude… Mas chegamos no hotel e capotamos todos…

Fecha parênteses 2…

Dormimos direto até o meio da tarde, quando a fome nos despertou…

Nos arrumamos e fomos caminhando até a Plaza de Armas, localizada a 2 quadras do nosso hotel.

Como todos estávamos meio “lerdos” decidimos entrar no primeiro restaurante que vi da listinha que levei… O Calle del Medio, que fica bem na praça, no segundo andar.

Escolhemos os pratos, e enquanto aguardávamos chegar a comida as crianças estavam super dorminhocas, se deitando no sofazinho…

Mal terminamos de comer e a Maria vomitou… Assim, no meio do restaurante… Aquele corre-corre, a levei pro banheiro enquanto o Fernando chamou alguém do restaurante pra limpar o estrago no chão.

Quando voltamos do banheiro já tinha uma funcionária limpando o chão e, em segundo, um outro funcionário chegou trazendo um cilindro de oxigênio e máscara para colocar nela e me tranquilizou falando que era muito comum essa reação e que seria bom ela ficar um pouco com o oxigênio.

Maria recebendo oxigênio no Restaurante Calle del Medio, em Cusco

Realmente, em poucos minutos com o oxigênio ela melhorou… Ficou faceirinha e sorridente de novo… Pagamos a conta e decidimos dar uma olhada na Plaza…

Já no primeiro passo na praça foi a vez da Clara vomitar… Dei uma limpada nela (graças aos mágicos lencinhos umedecidos que sempre carrego comigo), sentamos em um banco, e usei a bombinha de oxigênio pela primeira vez.É bem simples, já que a tampa dela, virada, é uma máscara. Bem prática. Apertei o aerosol umas vezes, e voilà! O efeito não foi tão bom quanto o do cilindro grande do restaurante, mas deu pro gasto… Ela melhorou um pouco e decidimos voltar pro hotel.

Abre parênteses 3…

Apesar dos pesares, entre um momento e outro de preocupação e de atenção com as crianças, achei o que vimos do centro histórico de Cusco uma graça! A Plaza de Armas é linda! Com os prédios históricos no entorno, os arcos… As ruas de pedra são lindas e a arquitetura… Encantada! Infelizmente quase não consegui aproveitar essas primeiras horas e quase não tirei fotos…

Fecha parênteses 3…

Nossa primeira vista da Plaza de Armas de Cusco: uma simpatia!!!

Na recepção do hotel nos encontramos com nosso guia, que foi para nos passar as informações dos passeios dos dias seguintes e para fazermos o pagamento. Enquanto conversamos com ele a Clara e a Maria dormiram nos sofás da recepção. O Francisco também estava sonolento, mas ficou acordado e atento as explicações do guia.

Na subida pro quarto a Clara vomitou de novo, dessa vez no corredor do hotel. E a Maria correu pro banheiro vomitar assim que entrou no quarto…

Obviamente coloquei pijama em todos, e coloquei na cama… Em seguida desci até a recepção pra me informar sobre a disponibilização de cilindro de oxigênio, que já sabia que tinha no hotel desde a reserva…

Eles me aconselharam a ficar atenta a queixas de dor de cabeça, caso em que o uso do oxigênio seria necessário, mas falaram que nesse caso das crianças, de dois eventos de vômito, o melhor seria apenas descansar… Mas deixaram claro que qualquer necessidade era para aciona-los. Ponto super positivo pra equipe prestativa da recepção.

Antes das 20h estávamos todos na cama, e eu com aquela dúvida de como seria no dia seguinte…

Nosso placar do dia: eu, Fernando meio lerdos, e só; o Francisco com um sono e uma lerdeza bem fora do padrão; e Maria e Clara bem lerdas e com dois eventos de vômito cada.

No dia seguinte, todos acordamos bem e as meninas não tiveram mais nada, nem nesse segundo dia, nem em nenhum dos outros. Cheguei a usar um pouquinho a bombinha de oxigênio em umas vezes que achei que as crianças ficaram mais cansadas… Mas uma das bombinhas de oxigênio nem chegou a ser aberta e a doei ainda lacrada na recepção do hotel em nosso checkout…

Por garantia eu e o Fernando continuamos tomando as Soroche Pills. Quando estávamos em Machu Picchu (que é mais baixa que Cusco) eu parei de tomar e o Fernando continuou… No dia que retornamos pra Cusco acabei me sentindo um pouco mal, meio “mareada”, enjoada… Se estivesse em outro lugar estaria certa de que tinha sido algo que comi… Mas sendo lá, bateu uma duvida e um certo arrependimento por ter parado de tomar as Soroche Pills… Em uma próxima vez não paro…

  • Conclusão 1: a melhor coisa que fizemos foi ter deixado o primeiro dia livre para aclimatar… Teria sido frustante ter algo planejado e não conseguir fazer! Acho que essa foi a melhor de todas as dicas que li e recebi, e que certamente deixo para os outros. Não planeje nada para o primeiro dia… Se tudo correr bem, e ninguém tiver nada, ótimo! Vocês ganharão um dia, ou meio dia pra andar sem rumo por Cusco!!! O que certamente será maravilhoso!!!!
  • Conclusão 2: ter lido muito sobre o mal de altitude tornou muito mais fácil lidar com a situação. Ler o relato de outras pessoas, saber os sintomas, ver possíveis formas de minimizar ou evitar os efeitos foi excelente, pois pudemos avaliar e escolher o que fazer. Sinceramente, pra nós aparentemente as Soroche Pills funcionaram… Certeza não tenho… Tomamos chá de coca… Se efetivamente ajudou não sei… Comprei as bombinhas de oxigênio, e usamos um pouco… Sei que fiz o que poderíamos ter feito, e que na pratica, tudo é tentativa e erro (ou acerto), pois cada organismo é diferente e reage diferentemente, tanto a altitude, quanto aos métodos de prevenção ao Soroche. Não sou especialista no assunto, então não me sinto em condições de orientar ninguém nesse assunto (exceto para o caso da Conclusão 1)… Mas aconselho fortemente que antes de ir para um lugar de altitude leia relatos de quem foi, entenda o que ocorre, veja formas de prevenir, consulte seu médico, e decida o que vai fazer… No final do post apresento algumas dicas de blogs que tem textos sobre o tema e que usei para nosso planejamento.
  • Conclusão 3: tivemos sim eventos de mal de altitude na família, mas não me arrependo nem um pouco,  em nenhum segundo sequer, por termos ido e levado as crianças… Apesar de as meninas terem passado mal no primeiro dia, nenhuma vez elas citaram isso quando foram perguntadas sobre a viagem… Citaram sim as ovelhas, as lhamas, a demonstração de produção de tecidos, as paredes incas, o passeio de trem… Talvez, se a situação fosse outra, e alguém tivesse passado muito mal mesmo, minha conclusão fosse outra… Mas felizmente essa foi nossa conclusão final…

Seguem algumas sugestão de textos em blogs de viagens sobre o mal de altitude e como se prevenir:

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