Ruinas Incas de Ollantaytambo com crianças
Peru

Nosso quarto dia de tour a partir de Cusco: conhecendo animais andinos e as incríveis ruinas incas de Pisac e Ollantaytambo

 

Nosso quarto e ultimo tour a partir de Cusco foi o Tour do Valle Sagrado do rio Urubamba, e incluiu uma visita a um centro de resgate de animais, e as ruínas incas de Pisac e de Ollantaytambo.

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Como nesse dia íamos dormir em Ollantaytambo, de lá iriamos pra Machu Picchu e só duas noites depois voltaríamos pra Cusco, de manhã fizemos o checkout de nosso hotel. Como teríamos apenas duas noites fora de Cusco e o trem pra Machu Picchu tem limite de bagagens, deixamos as malas maiores guardadas no hotel em Cusco e levamos apenas uma malas pequena de rodinhas e uma outra bolsa de mão pra nos cinco, além das mochilas de cada um.

O Rafael, nosso guia nos pegou no hotel de manhã e seguimos rumo ao Valle Sagrado de los Incas!

Cochahuasi Animal Sanctuary

Nossa primeira parada foi em um centro de resgate de animais, localizado a aproximadamente 25km de Cusco, o Cochahuasi Animal Santuary. O deslocamento durou aproximadamente 40 minutos, por uma estrada asfaltada de mão dupla.

O local é aberto a visitação e cobra um ingresso dos adultos. Um guia nos recebeu na entrada e explicou que a instituição recebe animais apreendidos que foram retirados da natureza, e quando sua devolução na natureza é possível, ela é feita.

Tem alguns recintos onde os animais ficam. Foi uma ótima oportunidade de conhecermos os animais da região, como a vicunha, as alpacas, as lhamas, o puma e o condor andino. Eles permitem a entrada em pequenos grupos na área das lhamas, onde é possível acariciar os animais mais calmos…

A família com a lhama, o condor andino e as crianças com a vicunha

O ponto alto do passeio foi a demonstração de voo dos condores andinos: eles pediram que todos os presentes se sentassem, e um dos tratadores direcionou, um a um os animais, que vieram voando pra região onde estávamos e pousaram perto de nós. Os animais são bem grandes, e as crianças ficaram encantadas. Eu, sinceramente me senti um pouco mal com essa atividade de exibição dos animais tipo show, mas não deixa de ser uma forma de aproximar as pessoas dos animais, e pras crianças é bem interessante. No trecho final eles tem também uma demonstração da fabricação de tecidos, muito semelhante a que vimos no dia anterior em Chinchero. Ao todo a visita levou em torno de 30-40 minutos.

Ruínas incas de Pisac

Saindo do centro de resgate continuamos pela mesma estrada até chegarmos a borda do Valle Sagrado, onde paramos em um mirante para ter uma vista mais ampla do vale do rio Urubamba, chamado de Valle Sagrado, pois era considerado assim pelos incas.

Vista do Valle do Rio Urubamba

A partir desse mirante iniciamos a descida por uma serra, até a beira do rio. Após o mirante já era possível observar diversos grupos de terraços incas nas encostas dos morros do outro lado do rio e o Rafael já nos apontou, lá em cima, as ruinas de Pisac. Nesse momento começou meu sentimento de surpresa e emoção com essas ruínas… Ver a extensão da área e imaginar a dificuldade na construção de uma cidade e de todos aqueles terraços em um terreno tão íngreme me deixou realmente impressionada!

Atravessamos o rio Urubamba e o povoado de Pisac e iniciamos a subida até as ruínas de Pisac, ainda com a van, por uma estradinha asfaltada, mas bem sinuosa. As vistas da subida eram incríveis e mais terraços e ruínas aos poucos iam aparecendo. Já lá em cima o Rafael nos deixou próximo a portaria e retornou pra estacionar a van. No momento de nossa chegada já tinham muitos ônibus estacionados e estacionando. No total, do  levamos aproximadamente 30 minutos (20 km) do centro de resgate até a entrada das ruínas. Aguardamos a chegada do Rafael, apresentamos os Boletos Turísticos, e entramos.

A entrada das ruinas incas de Pisac

A entrada é calçada e bem larga, quase uma estrada, e depois vai ficando mais estreita e chegamos nas primeiras construções. Pisac é uma ruína de uma cidade inca, com setores bem separados. Essa parte da entrada era ocupada mais como área de proteção, por “soldados” e residências simples, postos de observação. Funcionava como uma portaria pra proteger a entrada da cidade. Após visitarmos essa área seguimos por um caminho de terra pela parte de cima de um conjunto de terraços e chegamos a base da área de construções dos nobres.

A área baixa das ruinas de Pisac

Antes da subida para a área dos nobres tem um acesso que estava interditado. O Rafael nos explicou que ele segue até a área onde ficam as construções que eram ocupadas pelos sacerdotes, e depois, mais acima, tem a área dos deuses, ou seja, os templos. Segundo ele nos últimos anos eles tem fechado esse acesso na época de chuvas, pois ocorreu um acidente fatal em função de desmoronamentos.

O acesso até a área dos nobres é feito por uma escadaria com aproximadamente um metro de largura, íngreme e que sobe o morro todo até a área das “casas”. O Rafael nos deu uma ajuda nessa ruína e foi dando a mão pra Clara, de forma que fomos cada adulto com uma criança. Nessa área é muito importante andar de mãos dadas com as crianças pois, além das escadas serem íngremes, não tem corrimão e em alguns trechos tem buraco ao lado. E como o solo é de areia ainda pode escorregar. Da pra fazer sim com crianças, só tomar uns cuidados.

Claro que a Clara e o Rafael subiam rapidinho e paravam pra esperar a gente, já que eu e o Fernando parávamos a cada 3 degraus pra descansar… E claro que depois desse episódio todos queriam dar a mão pro Rafael e largar a mãe e o pai abandonados pra trás, e tivemos que organizar uma escala… Rsrsrs

Chegando láááá em cima tem uma área com alguns bancos e um mirante que permite uma bela vista das ruínas, da cidade de Pisac e do rio Urubamba lá embaixo. E dos diversos conjuntos de terraços incas que eram usados pra agricultura.

O acesso a área alta das ruinas de Pisac e as vistas a partir do mirante

Após descansarmos um pouco no mirante seguimos o caminho, visitamos algumas construções e iniciamos a descida pelo outro lado, já que a trilha é de mão única: sobe por um caminho e desce por outro. Quando chegamos na parte baixa ele nos mostrou os buracos na encosta do morro atrás dessa área onde os incas colocavam os mortos. Imagine um cemitério na encosta de um morro bem íngreme! Pois é, levavam as múmias com seus pertences até lá, já que os incas acreditavam que a morte era uma passagem, e que na outra vida o “morto” ia precisar/querer seus pertences. Obviamente todas as tumbas foram saqueadas e quase nada foi encontrado pelos arqueólogos… Só os buracos na encosta, que ainda estão lá…

A encosta com os buracos das tumbas saqueadas, as construções da descida e o caminho de saída

Dali continuamos o caminho, agora plano, até a saída das ruínas, passando por uma área com fontes de agua.

No caminho de saída tem banheiros e na parte de fora tem algumas banquinhas vendendo artesanatos, mas não vi ninguém vendendo nada pra comer ou beber. É muito importante levar água, boné e protetor pois quase não tem sombras.

Apesar do passeio exigir um pouco mais fisicamente, não chega a ser difícil. É só fazer com calma (e cuidado com as crianças). Achamos o lugar incrível!!! Tinha ludo pouco sobre essa ruína e a surpresa foi maravilhosa! Ficamos realmente impressionados com o lugar! E as crianças se divertiram e amaram ouvir as histórias! Especialmente a parte das múmias!!!

Saímos de lá cansados e com bastante fome e decidimos nem parar no mercado de Pisac. Seguimos direto pra Urubamba e uns 50 minutos depois (aproximadamente 40km) já estávamos almoçando em um restaurante (não anotei o nome 😦 ).

Ruínas incas de Ollantaytambo

Após uns 30 minutos (20km) chegamos a Ollantaytambo, que também está localizada as margens do rio Urubamba. A cidade já encantou de inicio… Várias casinhas de pedra ou com parte em pedra, ruas estreitas com calçamento de pedra… Bem no meio do vale… Deixamos o carro no estacionamento e seguimos a pé por uma ruazinha que ainda mantém os canais incas de agua, semelhantes ao original. Passamos por uma feira com varias barracas de artesanato e entramos na portaria onde apresentamos os Boletos Turísticos…

E pá! Amor a primeira vista!!!!

O gramado, as pedras, as ruínas, as montanhas, e o sol, já do meio da tarde! Me apaixonei!!!

A entrada é pela parte baixa das ruínas da cidade e logos seguimos pelas escadas em direção a parte mais alta, vendo as diferentes construções com a arquitetura típica inca: pedras bem polidas unidas sem argamassa, portas com angulação típica (inclinadas ao invés de retas), nichos tipo janelas que não são vazadas e eram usadas pra diversos fins como colocar imagens de deuses… Terraços incas, escadas incas… Uma quantidade enorme de informações!

Lá de cima tivemos uma vista mais ampla da cidade e decidimos descer novamente ao invés de fazermos o caminho pela montanha pra descer do outro lado. Segundo o nosso guia o caminho tinha trechos com menos de um metro de largura, na montanha, e sem proteção. Como já estávamos cansados preferimos não arriscar com as crianças.

A parte alta das ruinas incas de Ollantaytambo

Descemos e exploramos a parte baixa, que é composta por mais construções, diversas fontes, pontes incas, e tem uma vista incrível da montanha que tem esculpido o enorme rosto do deus Viracocha, que era o deus mais importante da cultura inca. Segundo a wikipedia  “Viracocha, Wiracocha ou Huiracocha (em quichua: Apu Kun Tiqsi Wiraqutra) é adivindade invisível, criadora de toda a cosmovisão inca, considerado como o esplendor original, o Senhor, Mestre do Mundo, sendo o primeiro deus dos antigostiahuanacos, que provinham do lago Titicaca, de cujas águas teria surgido, criando então o céu e a terra. É o arquétipo da ordem do universo no ser humano.” Ao lado do rosto esculpido é possível ver outras construções incrustadas na montanha, que ao que tudo indica eram armazéns para os grãos.

A parte baixa das ruinas incas de Ollantaytambo

Fiquei realmente impressionada e emocionada nesse lugar!!! Incrível!!!

As escadarias em Ollantaytamba são menos rústicas que as de Pisac, mas também são íngremes, e os degraus são altos, de forma que o esforço pra subir é considerável. É importante ficar atento com as crianças pois tem muitos lugares altos e sem proteção. A parte baixa é plana e mais tranquila e as crianças adoraram explorar tudo, andar na ponte, ver as fontes… E quiseram tirar fotos em vários lugares, com as mais diversas poses!!!

Como as demais ruínas, quase não tem sombras e chapéu, água e protetor solar são indispensáveis!

No horário que chegamos nas ruinas, em torno de 15h, tinha bastante gente, mas em torno de 16h as pessoas começaram a ir embora, e as ruinas foram ficando vazias. A partir daí conseguimos aproveitar as ruinas bem mais vazias, e com a luz incrível do fim de tarde, aproveitei para explorar as fotos!

Aproveitar as ruinas de Ollantaytambo mais vazias foi um dos maiores presentes que veio com a escolha de dormir no povoado de Ollantaytambo!

Sai de lá com dificuldade… Querendo ficar… Mas já estava comecendo a escurecer, então fomos até o estacionamento e o Rafael nos deixou na pousada onde ficamos por uma noite.

Povoado de Ollantaytambo

Fizemos o checkin no hotel, deixamos nossas coisas no quarto, pegamos os casacos e saímos explorar um pouco a cidade.

Visitamos o Museu do Chocolate, que na pratica é uma loja com chocolates de diversos tipos e outros produtos de cacau. Nos fundos tem uma cafeteria.. Aproveitamos pra comprar uns chocolates e provei um chá de cacau que era oferecido de cortesia e gostei muito.

Dali seguimos em direção a Plaza de Armas, atravessando a ponte. Da Plaza entramos em uma das ruinhas estreitas, só para pedestres e andamos um pouco sem destino, vendo as construções feitas usando a base de construções incas, olhando os diversos hostels, restaurantes… Ollantaytambo é uma cidade que se originou de uma autêntica cidade inca. por isso existem ainda muitas construções incas, casas mais recentes que usam as bases de ruínas incas, e as ruas são do estilo inca, de pedras e estreitas… E além disso, a cidade é cercada pelas montanhas do Valle Sagrado

Retornamos a Plaza, entramos nas lojinhas de artesanato, sentamos nos bancos da Plaza enquanto as crianças brincaram… Curtimos uns momentos de cidade pequena de interior, mas turística…

Escolhemos comer em uma pizzaria na volta da Plaza e nos sentamos no segundo andar, perto do balcão, pra podermos continuar aproveitando a vista da rua. Após o jantar sentamos mais um pouco na Plaza e voltamos andando até á pousada para nosso merecido descanso.

No dia seguinte nos despediríamos de “Ollanta” e seguiríamos rumo a Machu Picchu

11 thoughts on “Nosso quarto dia de tour a partir de Cusco: conhecendo animais andinos e as incríveis ruinas incas de Pisac e Ollantaytambo”

  1. Pisac foi o sìtio arqueológico que mais gostei de todo o vale. Nao que a fortaleza de Ollantaytambo não seja legal, mas achei as ruínas em Pisac mais interessantes.

    Quantos anos tem seus filhos???? Tenho vontade de retornar para là, mas obviamente com o meu filhote maiorzinho!
    😉

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  2. Ahhh me deu maior saudade da minha viagem para o Peru. Eu fiquei encantada com o Valle Sagrado dos Incas e Ollanta me surpreendeu demais. Achei aquilo tudo tão incrível que nem me importei com aquelas escadas haha

    Curtido por 1 pessoa

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